Estratégia da marca

Orientações de
uso de IA no
Marketing

 ilustração de celular com a tela verde e logo do Sicredi

Boas práticas para uso de IA

A inteligência artificial já faz parte do nosso dia a dia e pode trazer agilidade e criatividade para as ações de marketing. Mas para usar essa tecnologia com segurança e alinhamento aos valores do Sicredi, precisamos seguir algumas orientações.

Este guia mostra como usar IA no marketing de forma responsável, garantindo que tudo o que criamos respeite nossa marca, nossas pessoas e a legislação.

Importante

  • Nossa marca vem primeiro: Tudo que a gente cria com IA precisa seguir a identidade da marca. Seja texto, imagem ou som.
Quer conferir as diretrizes? Acesse: marca.sicredi.com.br 
  • Quem decide é gente, não máquina: A IA ajuda, mas quem aprova e publica é responsável pelo resultado. Se algo der errado, a responsabilidade é de quem validou, portanto sempre revise o conteúdo criado e não esqueça de seguir as boas prática abaixo.

Use com responsabilidade

Nada de enganar

Não use IA para manipular ou induzir comportamento de forma escondida.

Respeite a lei

Siga a LGPD e outras regras de proteção de dados. Se tiver dúvida, consulte a área jurídica da sua entidade.

Cuidado com plágio

IA pode copiar ou se inspirar demais em algo protegido. Por isso, revise tudo.
Sempre edite e adapte para ficar com a nossa voz.

Documente o processo

Anote quais ferramentas usou e como fez. Registre os textos usados em cada etapa, a origem das imagens subidas, quais ferramentas foram utilizadas, etc.

Atenção aos riscos jurídicos 

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Direitos de imagem e uso de bancos de dados:

É importante verificar qual banco de dados alimenta a ferramenta de geração de imagens. Existe o risco de que rostos “fictícios” ou “sintéticos” gerados se assemelhem a pessoas reais, o que pode configurar violação ao direito de imagem (art. 20 do Código Civil e art. 5º, X, da Constituição). 
Caso haja uso de pessoas reais em qualquer etapa (referências, bancos de imagem ou captura própria), será necessário obter autorizações específicas, mesmo em modelos contratados pela empresa.

Transparência na comunicação:

Conforme o Código de Defesa do Consumidor e as boas práticas do CONAR, recomenda-se sinalizar quando as imagens forem geradas por IA, especialmente se houver risco de confusão quanto à origem do conteúdo. Sugere-se uma indicação contextual nestas peças digitais (ex.: rodapé “Imagem gerada com apoio de IA”). Para materiais impressos, a avaliação deve ser feita caso a caso. 
A ICC (International Chamber of Commerce) reforça que a responsabilidade pelo uso da IA recai sobre a empresa que a utiliza.

Percepção do público:

Pesquisa recente da YouGov indica que a maioria dos consumidores valoriza a transparência sobre o uso de IA em campanhas. 
A omissão pode gerar impactos reputacionais negativos, especialmente em ações que buscam reforçar valores de identidade, comunidade e credibilidade.

Riscos inerentes à tecnologia:

As ferramentas de IA estão em constante evolução, o que traz riscos naturais quanto à privacidade e ao uso legítimo dos conteúdos. 
Embora não haja jurisprudência consolidada no Brasil sobre responsabilização em campanhas publicitárias com IA, recomenda-se cautela em sua aplicação ampla. 

Direitos autorais e estilo artístico:

Ao utilizar inteligência artificial para gerar cenários ou paisagens, é essencial garantir que os bancos de dados utilizados pela ferramenta não contenham obras protegidas por direitos autorais. Recomenda-se validar esse ponto diretamente com a agência ou fornecedor e, caso positivo, verificar se o contrato firmado contempla cláusulas específicas que assegurem proteção jurídica ao Sicredi, como declarações de não infração e garantias de uso legítimo. 
Adicionalmente, é recomendável incluir cláusula contratual que proíba expressamente a geração de imagens que reproduzam estilos reconhecíveis de artistas ou estúdios específicos. Essa medida visa evitar riscos legais, como os observados em casos internacionais.
Por exemplo, o uso de IA para criar imagens com características visuais associadas ao Estúdio Ghibli. Embora a técnica de criação não seja protegida por direitos autorais, a replicação de elementos distintivos pode configurar infração e gerar litígios.

Entenda quando usar

Não pode usar IA para:
  • Manipular emoções ou comportamento;
  • Proibido replicação de voz ou imagem de pessoas reais sem o devido consetimento formalizado via contratual (ex: Alteração de imagens captadas com modelos reais);
  • Criar deepfake ou “hiper-realismo” de associados ou porta vozes e apresentá-los como reais (ex: depoimento falso);
  • Criar textos finais para: comunicados de imprensa, respostas de crise, termos legais e retratações;
  • Proibido violar direitos autorais de terceiros (ex: alterar imagem/voz/ilustração sem autorização do proprietário
e/ou criar ilustrações no estilo pixar/disney/estudio ghibli);
  • Alterar ou recriar nosso logo ou tipografia.
Pode usar IA para:
  • Criar posts para redes sociais, e-mails e blogs (com revisão humana);
  • Fazer trilhas sonoras sem voz, seguindo nossa identidade sonora;
  • Criar cenários para vídeos e imagens com pessoas reais;
  • Criar montagens de vídeos a fim de servir como referência para produções;
  • Materiais visuais internos, seguindo nossa identidade;
  • Ilustrações alinhadas à marca;
  • Imagens ou narrações para briefing ou rascunhos;
  • Layouts de PPT internos com nossa identidade;
  • Brainstorming e rascunhos de texto (ex: títulos para blog) – depois reescreva com nossa voz;
  • Moodboards internos;
  • Elementos de fundo (texturas, padrões) que respeitem a identidade.

Checklist rápido

Valide cada ponto antes de seguir, juntos, garantimos que a IA seja usada com responsabilidade e alinhada às nossas diretrizes.
Errado

Não criar deepfake ou estilos protegidos;

Não usar IA para textos sensíveis;

Não replicar ou alterar conteúdo ou imagem com propriedade intelectual.

Correto

Seguir identidade da marca;

Revisão humana sempre;

Informar uso de IA;

Documentar processos.

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